Tiradentes e a Inconfidência Mineira

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O dia 21 de abril é um feriado no Brasil. A data homenageia Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, herói nacional que lutou pela independência do nosso país e foi condenado à morte por conspirar contra a Coroa Portuguesa no final do século XVIII.

Tiradentes

Tiradentes 2

Tiradentes nasceu na Vila de São José Del Rei (atual cidade de Tiradentes, Minas Gerais) em 1746 e foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto).

Durante sua vida, Tiradentes trabalhou em diferentes atividades, exercendo as funções de minerador, tropeiro e prático dentista. Também foi militar, fazendo parte do regimento militar dos Dragões de Minas Gerais.

A Inconfidência Mineira

No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e tinha grandes problemas com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas e impostos. Além disso, Portugal tinha decretado várias leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do país.

Neste período, também era grande a extração de ouro, principalmente na região de Minas Gerais. Os brasileiros que encontravam ouro, deviam pagar 20% de tudo que encontravam para os portugueses.

Por causa da grande exploração, a quantidade de ouro começou a diminuir nas minas, mas Portugal não queria perder o dinheiro que recebia com os impostos. Assim, criou um novo imposto: cada região exploradora devia pagar 1500 quilos de ouro por ano para a Coroa. Quando a região não conseguia pagar, soldados entravam nas casas das famílias para retirar os bens até completar o valor devido.

Tudo isto causou uma grande insatisfação no povo e, principalmente, nos donos de minas, que queriam pagar menos impostos e ter mais participação na vida política do país. Alguns membros da elite brasileira (intelectuais, fazendeiros, militares e donos de minas) começaram a se reunir para buscar uma solução para o problema: a independência do Brasil.

Nessa época, Tiradentes se juntou ao grupo. Por ser  um grande comunicador e orador, além da sua grande capacidade de organização e liderança, logo se tornou o líder do movimento da Inconfidência Mineira.

Os inconfidentes marcaram o dia do movimento, mas foram traídos por um companheiro, Joaquim Silvério dos Reis, que denunciou o grupo para as autoridades portuguesas em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa. Todos os inconfidentes foram presos, enviados para o Rio de Janeiro e acusados pelo crime de infidelidade ao rei. Alguns inconfidentes foram enviados para a África, outros ficaram presos.

Tiradentes, após assumir a liderança do movimento, foi condenado à forca em praça pública e executado no dia 21 de abril de 1792. Partes do seu corpo foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados.

Enforcamento de Tiradentes

E este foi um pequeno resumo da história de Tiradentes e da Inconfidência Mineira.

Um abraço.

Tamara Krzonkalla

(Texto adaptado)

Dia da Independência – 7 de setembro

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D. Pedro I

A Independência é um dos fatos históricos mais importantes do Brasil, porque representa o fim do domínio português e a conquista da autonomia política.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro recebeu uma carta de Lisboa que exigia seu retorno imediato para Portugal. Há muito tempo os portugueses insistiam nessa ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil. D. Pedro respondeu que não voltaria.

Após este dia, D. Pedro começou a preparar o Brasil para a independência. Ele convocou uma Assembleia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra e obrigou os soldados portugueses a voltarem para Portugal. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria cumprida sem a sua aprovação. O futuro imperador também chamou o povo para lutar pela independência.

Durante uma viagem entre Santos e São Paulo, D. Pedro recebeu outra carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte e exigia seu retorno à Corte.

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Grito de Independência

Após ler a carta, D. Pedro levantou a espada e gritou: “Independência ou morte!”. Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro I foi declarado Imperador do Brasil.

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Coroação de D. Pedro I

(Texto adaptado)

Dia dos namorados

Capa - Dia dos namorados

A versão mais conhecida sobre a origem do Dia dos Namorados vem da Roma antiga, no ano 498.

O imperador Cláudio II tinha proibido os casamentos durante as guerras, acreditando que solteiros eram melhores combatentes que casados.

Um padre chamado Valentim, lutando contra as ordens do imperador, continuou celebrando casamentos.

Além disso, Valentim também se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. Por ter se recusado a renunciar ao Cristianismo, ele foi condenado à morte.

Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sentença, Valentim se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de partir, ele escreveu uma mensagem de adeus para ela, a qual assinava como “seu namorado”.

Outra versão diz que, no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois pelos Estados Unidos, tornando-se o Valentine’s Day.

No Brasil, a celebração do Dia dos Namorados surgiu em São Paulo em 1949 numa iniciativa da loja Exposição Clíper. O publicitário João Dória, presidente de uma das grandes agências de publicidade do mundo, foi quem teve a ideia de celebrar o Valentine’s Day no Brasil. Sua iniciativa foi apoiada pelos comerciantes paulistas. No entanto, eles propuseram trocar a data para junho, época de baixas vendas na cidade. O dia escolhido foi o dia 12 de junho por ser véspera de Santo Antônio, o santo casamenteiro.

(Texto adaptado. Fonte: Guia dos curiosos)

O berimbau

Capa - berimbau
Foto: guialencois.com

O berimbau, também conhecido como “berimbau de peito” em Portugal ou como “hungu” em Angola e em grande parte do continente africano, é um instrumento de corda de origem angolana.

Tudo indica que o instrumento tenha chegado ao Brasil por volta de 1538, junto com os primeiros escravos. Aqui, passou a ser identificado como elemento típico da capoeira.

O berimbau é um instrumento bastante sofisticado, que emite várias sonoridades. Para tocá-lo, o músico precisa dominar os seus sete componentes. Vejamos cada um deles a seguir.

Foto: candeiasequador.com

A baqueta – é uma vareta de madeira que tem entre 30 cm e 40 cm e é batida contra a corda para emitir o som.

O dobrão – Pode ser uma moeda ou uma pedra. O músico a segura entre o polegar e o indicador da mão esquerda e faz variar as notas emitidas pelo berimbau, dependendo da pressão que faz na corda.

A cabaça – é o fruto seco da cabaceira, árvore bastante comum no norte do Brasil, que tem o formato de uma cuia e funciona como caixa de ressonância.

A verga – é o arco que mede cerca de 1,60 m de comprimento e é feito normalmente com o caule de um arbusto chamado “biriba”.

A corda – é o fio de aço preso a cada ponta do arco.

A amarração da cabaça – é o barbante que prende a cabaça à verga e ajuda a passar para ela o som emitido pela corda.

O caxixi – é o pequeno chocalho (com pedrinhas, sementes ou búzios) que reforça a marcação do ritmo.

Foto: Wikipedia

As variações dos toques (ou ritmos) do berimbau são inúmeras. Assista ao vídeo a seguir e conheça algumas.

E então? Você gostou de conhecer um pouco mais deste instrumento tão típico no Brasil?

Continue nos acompanhando! 🙂

(Fontes: Wikipedia e http://www.mundoestranho.abril.com.br)

Povo brasileiro

Isto é Brasil - Povo brasileiro

Que tal conhecer um pouco do povo brasileiro através da poesia?

“Essa linda mestiçagem
A cultura tão plural
Colorido festival
Como é linda cada imagem
O Brasil pede passagem
Com seu povo tão guerreiro
Pra mostrar ao mundo inteiro
Sua humana substância
E também sua importância
Viva o Povo Brasileiro

Viva o samba e o baião
Viva a moda de viola
Viva o nosso show de bola
Viva o Tom e o Gonzagão
Viva a praia e o sertão
Viva o pulso do pandeiro
Viva a verve e o violeiro
Viva nossa fauna e flora
Viva meu Brasil de agora
Viva o Povo Brasileiro

Um país tão diferente
Tantos povos tantas raças
Toda força dessas massas
Grande povo inteligente
Tem cordel e tem repente
Tem batuques no terreiro
Pro futuro é passageiro
Carimbou sua passagem
Embarcou nessa viagem
Viva o Povo Brasileiro

Suas cinco regiões
Com é multicultural
Tem poesia é musical
Belo em todos rincões
Litorais lindos sertões
No Nordeste tem vaqueiro
E um gaúcho cavaleiro
Pantanal tem seu peão
Comitiva em profusão
Viva o Povo Brasileiro

Tanta fé com sincretismo
Rezas, curas e os mitos
Vão benzer solenes ritos
As mandingas misticismo
Candomblé cristianismo
Tem ogã e tem romeiro
O rezar tão costumeiro
Brasileiro é muita fé
É benzido e com axé
Viva o Povo Brasileiro

Patuás aos pés da cruz
Um benzer e baixar santo
Rezas fortes com acalanto
No terreiro que seduz
Oxalá e tem Jesus
Um Tupã de índio guerreiro
Um Brasil sopro primeiro
Da raiz da identidade
Brasileiro com verdade
Viva o Povo Brasileiro

Irmãos filhos de Tupã
As malocas numa taba
Tem pajé que não se acaba
A fitar novo amanhã
Irmão índio é um titã
Do Brasil foi pioneiro
Resistiu ao estrangeiro
Preservou toda raiz
De primaz toda matriz
Viva o Povo Brasileiro

Irmão negro e africano
Sob a força de um grilhão
Quem forjou na servidão
E plasmou em todo plano
Nosso painel humano
De perfil alvissareiro
Com seu braço de obreiro
Construiu nossa grandeza
Ainda esteio da riqueza
Viva o Povo Brasileiro

Os demais povos do mundo
Que vieram aqui somar
Construir nos transformar
No sentido mais profundo
Irmanados indo a fundo
Nosso irmão por companheiro
Meu Brasil ver timoneiro
Navegando rumo à paz
Pois seu povo é tão capaz
Viva o Povo Brasileiro

Paulo Freire educador
Grande Josué de Castro
Niemeyer nosso lastro
Villa Lobos com valor
O pensar que tem Millor
Vou louvar Darcy Ribeiro
Seu pensar nosso luzeiro
Dando luz pra ver a meta
Do Brasil brotei poeta
Viva o Povo Brasileiro.”

O autor deste poema se chama Allan Sales. Ele é músico, compositor e poeta. Nasceu em Crato, no Ceará. Dedica-se à música popular brasileira e à literatura de cordel.

Foto: http://revistaescola.abril.com.br/

Muito obrigada pela visita. 🙂

Tamara Krzonkalla

 

Capoeira

A fundação da cidade do Rio de Janeiro

Olá!
Exposição em 3D mostra como era o Rio de Janeiro há 450 anos.
Como turistas do tempo, é possível saber como era a paisagem do Rio de Janeiro de quatro séculos e meio atrás.
http://rio450anosapp.net/
Muito interessante! 🙂

 

Cana-de-açúcar: a segunda riqueza do Brasil

                       Engenho de cana de açúcar

Quando Portugal decidiu iniciar a colonização do Brasil, o produto agrícola escolhido foi a cana-de-açúcar. Isto ocorreu por diversas razões:

1- O açúcar era um produto muito procurado na Europa e garantia ótimos lucros para os produtores e comerciantes;

2- Os portugueses já tinham experiência de como produzir e comercializar o açúcar, pois já o cultivavam na Ilha da Madeira e Arquipélago dos Açores;

3- O açúcar interessava aos que tinham dinheiro para financiar sua produção – como os holandeses;

4- A cana-de-açúcar se adaptava muito bem às condições de solo e clima das terras brasileiras.

A cana foi plantada, inicialmente, na região de São Vicente (SP) quando começou a colonização (1532). Aí surgiu o primeiro engenho, o Engenho Governador. Mas logo as plantações se espalharam  por todo o litoral. Foi no litoral do Nordeste, na área que hoje se chama Zona da Mata, que a cana se adaptou melhor. Os solos de massapê (de cor escura), o clima quente e úmido e as chuvas regulares ofereciam (e ainda oferecem) excelentes condições naturais para o cultivo da cana.

E assim o Nordeste se tornou a principal área açucareira da Colônia, sobretudo Pernambuco e Bahia.

A palavra “engenho” significava inicialmente apenas a moenda  que triturava ou moía a cana. Depois, passou a significar todo o conjunto de terras, máquinas, casa-grande dos senhores de engenho, senzala dos escravos, construções para os colonos livres, instalações para os animais, serraria, carpintaria, ferraria, capela… tudo.

A fabricação do açúcar seguia três etapas básicas. A primeira ocorria na casa da moenda, onde se espremia a cana para se retirar o caldo ou garapa. Daí o caldo seguia para a casa da fornalha, onde era “cozido” e transformado em melaço. A terceira etapa acontecia na casa de purgar ou casa das caixas; aí o melaço era colocado em caixas de madeira ou de barro e ficava secando ao sol. A partir daí, o açúcar era estocado e enviado à Europa.

 O trabalho no engenho

Engenho de cana

“Aqui nada de apatia; tudo é trabalho, atividade; nenhum movimento é inútil, não se perde uma só gota de suor.

Os edifícios ficam em um grande pátio: o engenho é uma extensa construção ao rés do chão, tendo em frente a senzala dos negros, deserta durante as horas de trabalho.

Vejo ao longe negros e negras curvados para a terra, e excitados a trabalhar por um feitor armado dum chicote que pune o menor repouso. Negros vigorosos cortam as canas que raparigas enfeixam. Os carros, atrelados de quatro bois, vão e vêm dos canaviais ao engenho; outros carros chegam da mata carregados de lenha para as fornalhas. Tudo é movimento.

O engenho está sobre um terraço; cavalos estimulados pelos gritos de moleque fazem-no girar. Raparigas negras empurram a cana para os cilindros da moenda. Alguns negros descarregam as canas e as colocam ao alcance das mulheres; outros as transportam em grandes cestos e espalham no terreiro o bagaço inútil da cana, que não é usado como combustível.

O edifício da moenda apresenta igualmente a importante dependência das caldeiras, onde é cozido o caldo de que se forma o açúcar. O mestre de açúcar é um homem livre que tem às suas ordens negros que agitam o mel com grandes colheres. O fogo das fornalhas é alimentado dia e noite e é mantido durante os cinco meses que dura a safra. Negros transportam as formas para a casa de purgar que é dirigida por um mulato livre. Este tem sob suas ordens homens para a refinação e para escorrer o mel que vai se ajuntar num reservatório. Esta dependência comunica-se com aquela onde se despejam as formas contendo o açúcar acabado. Ali os pães cristalizados e purgados são quebrados; separam-se as qualidades e espalha-se o açúcar para secar.” (L.F.Tollenare. Notas dominicais tomadasdurante uma viagem em Portugal e Bra-sil, 1816, 1817, 1818)

(Texto adaptado)

Festas Juninas

Antigamente, os povos que viviam da agricultura no hemisfério norte festejavam a época da colheita em junho. Eles acendiam fogueiras, dançavam e cantavam para seus deuses. Esta era a maneira de homenagear a natureza que tinha sido generosa, oferecendo-lhes alimento.

Séculos depois, a igreja católica converteu estes povos à religião cristã. Mas eles não abandonaram as festas de junho e passaram a homenagear da mesma maneira os santos católicos (Santo Antônio – 13 de junho; São João – 24 de junho; São Pedro – 29 de junho) ao invés dos seus antigos deuses.

As festas juninas – que recebem esse nome por acontecerem no mês de junho – espalharam-se por outros países. Aqui, no Brasil, elas foram trazidas pelos portugueses, porém receberam a influência do homem brasileiro do campo, o caipira. Por isso, durante essas festas, usamos roupas como as dos camponeses, imitamos seu jeito de falar e fazemos suas comidas e bebidas típicas: canjica, bolo de milho, pé-de-moleque, batata doce assada, quentão, …

Curiosidade:

A dança típica das festas juninas é a quadrilha. Ela teve origem nos salões reais europeus, especialmente na França, no século XIX.

(Texto adaptado)