Moqueca

Moqueca

A moqueca é um prato típico da culinária brasileira, especialmente dos estados do Espírito Santo, Bahia e Pará. Pode ser preparada com peixe, camarão, mariscos, etc.

Na Bahia, a moqueca é uma mistura de peixes e temperos tradicionais da cozinha baiana. Ela é cozida em panela de barro com ingredientes típicos da região Nordeste. O leite de coco e o azeite de dendê dão o sabor único da iguaria.

Já no Espírito Santo, a moqueca é preparada sem o dendê e o leite de coco. A cor avermelhada vem da tintura de urucum, o azeite é doce e o tomate bem maduro. Um ponto comum entre a moqueca capixaba e a baiana é a panela de barro onde o prato é cozido e servido.

Existem ainda outras variações destas receitas tradicionais. Você conhece alguma? 🙂

Açaí

Açaí

O açaí, originário da Região Amazônica, é uma palmeira que produz um fruto de cor roxa muito utilizado na confecção de refrescos.

O açaí é um alimento muito importante na dieta dos habitantes do norte do Brasil. Hoje em dia, é cultivado não só na Região Amazônica, mas em diversos outros estados brasileiros tendo sido introduzido no resto do mercado nacional durante os anos setenta e oitenta. O estado do Amazonas e Pará, no Brasil, são os maiores produtores da fruta, sendo juntos, responsáveis por mais de 85% da produção mundial.

O açaí é considerado, por muitos, uma iguaria exótica muito apreciada em várias regiões do Brasil e do mundo. Ele pode ser consumido na forma de bebidas funcionais, doces, geleias e sorvetes. O fruto é colhido por trabalhadores que sobem nas palmeiras com auxílio de um trançado de folhas amarrado aos pés – a peconha.

Para ser consumido, o açaí deve ser primeiramente despolpado em máquina própria ou amassado manualmente (depois de ficar de molho na água), para que a polpa se solte e, misturada com água, se transforme em um suco grosso também conhecido como vinho do açaí.

Na Amazônia, o açaí é consumido tradicionalmente junto com farinha de mandioca ou tapioca, geralmente gelado. Há quem prefira fazer um pirão com farinha e comer junto com peixe assado ou camarão, ou mesmo os que prefiram o suco com açúcar.

Nas demais regiões do Brasil, o açaí é preparado da polpa congelada batida com xarope de guaraná, ocasionalmente sendo adicionado a frutas e cereais. Conhecido como açaí na tigela, é um alimento muito apreciado por frequentadores de academias e desportistas, já que as propriedades estimulantes presentes no fruto são semelhantes às encontradas no café ou em bebidas energéticas. O açaí também ajuda na eliminação de resíduos do corpo, garantindo saúde para seus consumidores.

Além do uso de seus frutos como alimento ou bebida, o açaizeiro tem outros usos comerciais. As folhas podem ser transformadas em chapéus, esteiras, cestos, vassouras de palha e telhado para casas, e a madeira do tronco, resistente a pragas, é usada para a construção civil. 🙂

Acarajé

Acarajé

O acarajé é um bolinho típico da culinária afro-brasileira. Atualmente, é apreciado em muitas cidades do Brasil, mas é em Salvador, no estado da Bahia, que seu consumo é mais difundido. Tradicionalmente, é vendido por baianas em tabuleiros montados nas ruas, mas também pode ser degustado em bares e restaurantes.

O bolinho é feito de feijão fradinho triturado e temperado com cebola e sal. Em seguida é frito em azeite-de-dendê. Pode ser servido com recheio de vatapá, camarão seco, salada e pimenta. Quando se usa a pimenta, diz-se que o acarajé é “quente”.

O nome “acarajé” resulta da junção de duas palavras da língua falada pelos yorubas (da África ocidental): àkàrá (que quer dizer “bola de fogo”) e je (comer).

Segundo historiadores, o acarajé chegou ao Brasil por intermédio dos africanos e faz parte da culinária oferecida aos orixás nos rituais de Candomblé.

(Fonte: escola.britanica.com.br)

 Vocabulário

Vocabulário

Vatapá – Prato que tem por base pão amolecido (ou farinha de trigo) e a que se acrescentam carne de peixe desfiada, camarão fresco, camarão seco e diversos temperos, além de azeite de dendê.

Orixás – Na mitologia yoruba,  orixás  são ancestrais divinizados africanos que correspondem a pontos de força da natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós.

Candomblé – É uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás,  voduns ou nkisis, dependendo da nação. 🙂

A feijoada foi criada pelos escravos?

feijoada

A história do Brasil está cheia de passagens mal contadas. Nem a origem da feijoada escapa. Reza a lenda que, nos tempos coloniais, os escravos criaram o prato aproveitando as sobras de comida da casa-grande, que incluíam partes descartadas do porco, como pés, orelhas e rabo. Uma explicação bem novelesca, com jeitão de Escrava Isaura, mas completamente falsa. “Naquele tempo, essas partes do animal nem eram consideradas menos nobres. Cabeças, rabos e patas eram disputados como iguarias, até porque a carne não era alimento comum nem na mesa dos senhores”, diz Paula Pinto e Silva, autora do livro Farinha, Feijão e Carne-Seca – Um Tripé Culinário no Brasil Colônia.

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Bem mais provável é que a feijoada seja uma adaptação local do cozido português – na Europa da época, surgiram outros pratos juntando carnes variadas e feijão (só que branco), como também é o caso do cassoulet, originário da França. “Em diversos países, encontram-se variações da receita em que vários ingredientes são cozidos na mesma panela. Os séculos 16 a 18 foram marcados pela escassez de alimentos: não podia haver desperdício”, diz Paula. Os acompanhamentos da feijoada servidos hoje – arroz branco, farofa, couve refogada e laranja – só foram incorporados muito mais tarde, provavelmente no século 19.

A bem da verdade, a dieta dos escravos nem era tão diferente da dos senhores. A alimentação no Brasil colonial era muito pobre, em razão da agricultura e do transporte bastante deficientes e do alto preço dos produtos vindos de Portugal. E os donos do poder não podiam deixar os escravos à míngua, ou eles não teriam forças para trabalhar. Assim, ricos e pobres comiam basicamente a mesma coisa: um angu feito de farinha de mandioca e água, carne-seca, feijão, milho e algumas frutas, como coco e banana.

(Fonte: super.abril.com.br)