O pau-brasil

Pau-brasil

A primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil, madeira que recebeu esse nome por apresentar uma cor de brasa no interior de seu tronco. Os índios a chamavam de ibirapitanga: ibira significa pau e pitã significa vermelho.

O interesse comercial nessa madeira decorria da possibilidade de se extrair dela uma substância corante, utilizada para tingir tecidos e pintar letras ornamentais nos antigos manuscritos.

Antes do descobrimento do Brasil, a Europa comprava o pau-brasil do Oriente, através de comerciantes que o traziam das Índias. Após o descobrimento da América, ficou muito mais fácil extraí-lo de nossas florestas, onde existia em abundância.

O esquema montado para a extração do pau-brasil contou com a importante participação dos indígenas. Eram eles que derrubavam as grandes árvores de até 15 metros de altura, cortavam-nas em pequenas toras e, depois, transportavam-nas até os locais onde os navios ancoravam.

O Rei de Portugal não demorou a declarar a exploração do pau-brasil como monopólio da Coroa Portuguesa. Assim, ninguém deveria retirá-lo de nossas terras sem a prévia autorização do governo português. Mas essa autorização só era concedida através do pagamento de tributos ao rei.

Os franceses, porém, não respeitando o Tratado de Tordesilhas, também não obedeciam às determinações do Rei de Portugal referentes ao pau-brasil. Por isso, diversos navios franceses viajavam pelas costas brasileiras em busca da valiosa madeira, sem pagar os tais tributos reclamados pela Coroa Portuguesa.

A exploração do pau-brasil não deu origem à formação de vilas e de povoamentos. A atividade extrativa era nômade, deslocando-se pelo litoral à medida que a madeira ia se esgotando. Construíram-se, apenas, algumas feitorias, onde a madeira era mais abundante.

Servindo aos interesses do governo português e de ricos comerciantes, inúmeros navios carregavam o pau-brasil das nossas florestas litorâneas. Como resultado da intensa extração, não demorou muito para que a madeira se esgotasse. Atualmente ela praticamente não existe em nossas matas.

(Texto adaptado)

 

12 de outubro – Dia das Crianças

Dia das crianças

O surgimento do Dia das Crianças no Brasil foi sugerido por um político, o deputado federal Galdino Valle Filho em 1920. Artur Bernardes, então Presidente do Brasil, aprovou a ideia por meio de um decreto em 5 de novembro de 1924, adotando o dia 12 de outubro como o Dia das Crianças.

A data, porém, só passou a ser comemorada em 1960, quando a empresa de brinquedos Estrela fez uma promoção em conjunto com a empresa Johnson & Johnson para lançar a “Semana do Bebê Robusto”. A ideia foi criada para aumentar as vendas.

A promoção fez tanto sucesso que outros comerciantes resolveram adotá-la.

Assim, 12 de outubro tornou-se uma data para as crianças brasileiras receberem presentes e passarem o dia de uma forma especial.

Cumprimentos

Cumprimentos - texto

          No mundo inteiro, quando duas pessoas se encontram, elas se cumprimentam. Os japoneses fazem uma mesura, os ocidentais dão um aperto de mão, os russos se beijam na face.

          Há muitos tipos de cumprimentos: o aperto de mão, o beijinho, o abraço, o tapinha nas costas.

No Brasil, os cumprimentos são, geralmente, afetuosos. Muitas vezes, os cumprimentos dos brasileiros chamam a atenção do estrangeiro.

Quando duas pessoas são apresentadas, elas sempre se cumprimentam com um aperto de mão. Quando são mais amigas, elas substituem o aperto de mão pelo abraço ou o beijinho na face.

O beijinho é um cumprimento informal entre duas mulheres, entre uma mulher e um homem, ou entre um adulto e uma criança.

O abraço expressa grande cordialidade e amizade. Geralmente, acontece entre dois homens.

O brasileiro é muito informal e afetuoso. Quando ele fala com uma pessoa, fica fisicamente próximo dela. Para o brasileiro, é natural conversar com um amigo e colocar a mão nos ombros dele ou dar tapinhas nas costas.

O comportamento físico faz parte do comportamento social do brasileiro.

(Fonte: livro Prata da casa de Vera Levy e Eduardo Amos, EPU, 1991)

 

Imigração no Brasil

O programa “Caminhos da Reportagem”, da TV Brasil, percorre cinco cidades em dois estados brasileiros e conhece povos presentes aqui há décadas e, em alguns casos, há mais de um século. Porém, todos mantêm sua tradição, cultura, culinária e hábitos: pequenos territórios estrangeiros no Brasil.