A expressão idiomática “Fazer tempestade em um copo de água” significa “ter uma preocupação/reação exagerada a um problema”.
As palavras “tempestade” e “copo de água” são tomadas metaforicamente. A “tempestade” corresponde a uma perturbação atmosférica que remete a uma realidade de grandes dimensões que podem pôr a vida humana em perigo. Por outro lado, o “copo de água” pode conter uma pequena quantidade de água ou outro líquido, o que remete às coisas simples, triviais. Nesta expressão, figurativamente, um grande e intenso fenômeno meteorológico ocorre num pequeno recipiente, mostrando um contraste evidente. Como se trata de uma impossibilidade física, mostra-se que há reações ou preocupações desproporcionais em relação à pouca relevância dos seus motivos.
Ex: Não há motivo para preocupação. Você está fazendo tempestade num copo de água. 🙂
As palavras cassar e caçar existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes.
Cassar se refere ao ato de anular, invalidar, impedir que alguma coisa aconteça. Pode significar também o ato de apreender algo.
Ex: O Senado cassou o mandato do senador.
A Câmara dos Deputados deve cassar dois mandatos estas semana.
Caçar se refere ao ato de perseguir e capturar animais, bem como ao ato de procurar para prender. Pode significar também o ato de procurar insistentemente, buscar, apanhar ou recolher donativos.
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais a manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.
A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.
Em 26 de novembro de 2014, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), declarou a roda de capoeira como sendo um patrimônio imaterial da humanidade. De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial de nossa história. 🙂