O Negrinho do Pastoreio

Negrinhodopastoreio

O “Negrinho do Pastoreio” é uma lenda de origem africana que surgiu no folclore do Rio Grande do Sul no século XIX, época em que ainda havia escravidão no Brasil. Esta lenda retrata a violência praticada contra os escravos naquela época.

A Lenda

Segundo a lenda, havia um fazendeiro muito rico e mau que possuía muitos escravos em sua propriedade. Um destes escravos era um menino de uns quatorze anos que tinha como tarefa diária cuidar do pasto e dos cavalos do fazendeiro.

Um dia, ao voltar do trabalho, o menino foi acusado de ter perdido um dos cavalos. O fazendeiro mandou açoitá-lo e ordenou que ele voltasse ao pasto para procurar o cavalo perdido.

Após passar horas andando pelo pasto sem nada encontrar, o menino retornou e foi novamente castigado. Desta vez, o patrão ordenou que o amarrassem sem roupas num tronco junto a um formigueiro.

No dia seguinte, o fazendeiro voltou ao local do castigo e levou um susto. O menino estava livre, sem nenhum ferimento e montava o cavalo que havia sumido.

Conta a lenda que foi um milagre realizado por Nossa Senhora que salvou o menino e o transformou em um anjo que, ainda hoje, fica cavalgando pelos campos.

De acordo com a crença popular, o Negrinho do Pastoreio é considerado o protetor das pessoas que perdem alguma coisa. Ao perder algo, basta pedir ao Negrinho que ele ajuda a encontrar. Em agradecimento, a pessoa deve acender uma vela ou comprar uma planta ou flor.

(Texto adaptado. Fonte: http://www.suapesquisa.com)

Teatro de Caixa Lambe-lambe.
Inspirado no conto de João Simões Lopes Neto.

Espero que tenham gostado da lenda.

Abraços. 🙂

Na lanchonete

Olá!

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Cana-de-açúcar: a segunda riqueza do Brasil

                       Engenho de cana de açúcar

Quando Portugal decidiu iniciar a colonização do Brasil, o produto agrícola escolhido foi a cana-de-açúcar. Isto ocorreu por diversas razões:

1- O açúcar era um produto muito procurado na Europa e garantia ótimos lucros para os produtores e comerciantes;

2- Os portugueses já tinham experiência de como produzir e comercializar o açúcar, pois já o cultivavam na Ilha da Madeira e Arquipélago dos Açores;

3- O açúcar interessava aos que tinham dinheiro para financiar sua produção – como os holandeses;

4- A cana-de-açúcar se adaptava muito bem às condições de solo e clima das terras brasileiras.

A cana foi plantada, inicialmente, na região de São Vicente (SP) quando começou a colonização (1532). Aí surgiu o primeiro engenho, o Engenho Governador. Mas logo as plantações se espalharam  por todo o litoral. Foi no litoral do Nordeste, na área que hoje se chama Zona da Mata, que a cana se adaptou melhor. Os solos de massapê (de cor escura), o clima quente e úmido e as chuvas regulares ofereciam (e ainda oferecem) excelentes condições naturais para o cultivo da cana.

E assim o Nordeste se tornou a principal área açucareira da Colônia, sobretudo Pernambuco e Bahia.

A palavra “engenho” significava inicialmente apenas a moenda  que triturava ou moía a cana. Depois, passou a significar todo o conjunto de terras, máquinas, casa-grande dos senhores de engenho, senzala dos escravos, construções para os colonos livres, instalações para os animais, serraria, carpintaria, ferraria, capela… tudo.

A fabricação do açúcar seguia três etapas básicas. A primeira ocorria na casa da moenda, onde se espremia a cana para se retirar o caldo ou garapa. Daí o caldo seguia para a casa da fornalha, onde era “cozido” e transformado em melaço. A terceira etapa acontecia na casa de purgar ou casa das caixas; aí o melaço era colocado em caixas de madeira ou de barro e ficava secando ao sol. A partir daí, o açúcar era estocado e enviado à Europa.

 O trabalho no engenho

Engenho de cana

“Aqui nada de apatia; tudo é trabalho, atividade; nenhum movimento é inútil, não se perde uma só gota de suor.

Os edifícios ficam em um grande pátio: o engenho é uma extensa construção ao rés do chão, tendo em frente a senzala dos negros, deserta durante as horas de trabalho.

Vejo ao longe negros e negras curvados para a terra, e excitados a trabalhar por um feitor armado dum chicote que pune o menor repouso. Negros vigorosos cortam as canas que raparigas enfeixam. Os carros, atrelados de quatro bois, vão e vêm dos canaviais ao engenho; outros carros chegam da mata carregados de lenha para as fornalhas. Tudo é movimento.

O engenho está sobre um terraço; cavalos estimulados pelos gritos de moleque fazem-no girar. Raparigas negras empurram a cana para os cilindros da moenda. Alguns negros descarregam as canas e as colocam ao alcance das mulheres; outros as transportam em grandes cestos e espalham no terreiro o bagaço inútil da cana, que não é usado como combustível.

O edifício da moenda apresenta igualmente a importante dependência das caldeiras, onde é cozido o caldo de que se forma o açúcar. O mestre de açúcar é um homem livre que tem às suas ordens negros que agitam o mel com grandes colheres. O fogo das fornalhas é alimentado dia e noite e é mantido durante os cinco meses que dura a safra. Negros transportam as formas para a casa de purgar que é dirigida por um mulato livre. Este tem sob suas ordens homens para a refinação e para escorrer o mel que vai se ajuntar num reservatório. Esta dependência comunica-se com aquela onde se despejam as formas contendo o açúcar acabado. Ali os pães cristalizados e purgados são quebrados; separam-se as qualidades e espalha-se o açúcar para secar.” (L.F.Tollenare. Notas dominicais tomadasdurante uma viagem em Portugal e Bra-sil, 1816, 1817, 1818)

(Texto adaptado)

Telefonando

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